Lápis Zen

BRUCE LEE: Não existem limites
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A história é a seguinte: em 1964, Bruce Lee havia se mudado de Oakland para Seattle e abriu sua própria escola de artes marciais chamada Jun Fan Gung-Fu (o nome chinês de Bruce é Jun Fan). Lee era especialista em Wing Chun, estilo chinês de kung-fu que aprendera quando adolescente em Hong Kong. Ele ensinava uma versão modificada do estilo Wing Chun a vários alunos – chineses, japoneses, brancos, negros. Qualquer um que quisesse aprender era bem-vindo. Contudo, Oakland e São Francisco, a cidade vizinha, tinham uma comunidade chinesa muito grande e tradicionalista que não gostou de ver Lee dando aulas para alunos não chineses. Na época, o kung-fu ainda tinha uma aura mística, e as outras escolas eram muito protecionistas quanto às técnicas de luta. Elas passavam seus segredos de geração a geração como uma relíquia de família e sempre ficavam entre os seus. Lee dar aulas para alunos não chineses era uma ofensa muito séria.

A velha guarda deu um ultimato a Lee: pare de dar aulas para não chineses ou vamos visitar sua escola e lhe dar uma surra. Lee recusou-se. Ele passara a vida inteira sendo vítima de racismo (cresceu na Hong Kong durante a ocupação japonesa, era caçoado na infância por ter herança caucasiana e provavelmente também foi vitimizado nos EUA por ter herança chinesa). Portanto ele ia ensinar o que bem entendesse, diabo! É aí que começa esta HQ: um bando aparece na escola de Lee com seu lutador número um, Wong Jack Man, para desafiar Lee a uma luta.

O duelo mudou a vida de Lee. Embora tenha vencido, ele não venceu Wong da forma rápida e eficiente que gostaria. Foi uma luta feia, de mais de 3 minutos, sendo que Lee teve que correr pela escola para perseguir seu oponente e machucou as mãos ao acertar a nuca de Wong. Depois da luta, Lee, sem fôlego e abatido, estava diante da dura realidade: não estava na sua melhor forma e o Wing Chun estava longe de ser um sistema completo para lutar.

Isso não é uma coisa que a maioria das pessoas consegue fazer facilmente: olhar para si de forma crítica e admitir que ainda tem muito a aprender, mesmo que outros rotulem-no de ‘mestre’. Mas Lee estava disposto a olhar objetivamente para sua performance e fazer as alterações necessárias.

Daí em diante, Lee levou seu treinamento a outro nível. Começou um treino pesado de aeróbica e força e também estudou estilos de luta variados. Quando eu digo ‘levou a outro nível’, estou dizendo que ele ficou OBCECADO. Ele vivia, respirava e provavelmente sonhava com artes marciais. Lee era fanático por lutas, às vezes até demais, pois machucou as costas durante um treino. Ele refinou seu estilo de luta até criar um sistema que batizou de Jeet Kune Do, que pode ser traduzido como O Modo de se Interceptar o Punho. Lee virou uma espécie de celebridade das artes marciais na Califórnia, sendo que especialistas em outros estilos (como o campeão de caratê Chuck Norris) vinham treinar com ele. Ao longo dos anos ele transformou-se numa máquina de lutar expert em Wing-Chun, sempre em forma, quase super-humano, meio humano, meio dragão, ciborguiano, capaz de incríveis demonstrações de velocidade e força. Só precisou de dedicação, trabalho duro e ter a determinação de nunca se ater a um platô.

- A mulher que aparece nesta HQ é Linda Lee Cadwell, a devota esposa de Bruce. Foi Linda que manteve emprego fixo na época, para pagar as contas, de forma que Bruce pudesse se concentrar no treinamento de artes marciais. E o bebê que Bruce usa no treinamento é seu filho, Brandon, que também morreu cedo demais.
- O símbolo yin-yang no último quadro é o logo do Jeet Kune Do que Lee inventou.
- O website oficial de Bruce Lee.


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BRUCE LEE: Não existem limites

Lápis Zen
BRUCE LEE: Não existem limites — Página 1

Cadastrada em:
29/06/2013

Roteiro e Arte:
Gavin Aung Than

Tradução:
Érico Assis

Letras:
Rodolfo Muraguchi

Revisão:
Fabiano Denardin



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